Um pouco de oxigénio para o neo-giallo

Entre a beleza e coisas que não sabes muito bem por que estão ali.

Ontem, no teatro principal de Compostela, pôde-se assistir ao último trabalho de Peter Strickland; uma curiosa mistura de thriller clássico, terror fantástico e comédia absurda. Continue reading

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Cam

Por se alguém não sabia, a pornografia não é cool.

Esta passada semana, estreou-se na plataforma provedora de filmes e séries Netflix, a longa-metragem debute do realizador Daniel Goldhaber e da guionista Isa Mazzei: Cam. Continue reading

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Elizabeth Harvest

Lindo.

Elizabeth Harvest, filme escrito e dirigido por Sebastián Gutiérrez, será muito provavelmente um desses casos com os que a crítica e o público cometerão uma injustiça atroz; se dermos crédito às resenhas colectadas e às pontuações registadas em sites de cinema até o momento. Continue reading

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Uma casa construída com vaidade

Sim, não é para projectar na sessão infantil.

Os espectadores picheleiros, no contexto do Cineuropa, puderam desfrutar ontem do filme que escandalizou Cannes e que colectou boas críticas em Sitges; a incluir Gaspar Noé, quem afirmou merecer o prémio Méliès de ouro. The House that Jack Built tem, não obstante, a assinatura de Lars von Trier; o que acostuma a significar várias coisas. Continue reading

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Tempo morto

Bom começo. Não pensem que vai ser tudo assim.

O produtor Brad Barugh estrea-se como realizador com Dead Night, uma longa-metragem de terror que congrega algumas boas ideias, mas que erra na fórmula da sua combinação. Continue reading

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Animais de estimação

Sim, não são verdadeiros velhotes.

Depois de padecer a exageração dos méritos dalgum engendro cinematográfico engordado pela crítica, é de justiça deter-se no caso contrário. E American Animals, de Bart Layton, é um exemplo cruel de filme subvalorizado que merece toda a nossa atenção. Continue reading

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Os mutantes nazis poucas vezes foram tão chatos

Para quando acontece isto, alguns já dormem.

Resulta cansativa a tradicional banalização da história europeia operada pela cinematografia norte-americana; de modo particular, nos seus episódios mais trágicos. Principalmente, esta vem impregnada desse cheirinho a chauvinismo tão habitual naquelas latitudes, embora não seja exclusivo de lá. Continue reading

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Uma melodia inquietante

Sem identidade e sem voz, papel para Najwa Nimri.

Num cartaz promocional de Quién te cantará, situavam este filme entre Almodóvar e De Palma. Mesmo a ser possível rastejar certos elementos característicos dalgumas obras do primeiro nesta terceira longa-metragem de Carlos Vermut, achamos que está ligada fundamentalmente ao segundo. Continue reading

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Diamantino

As irmãs Matamouros, a espremer o seu inocente irmão.

No início de Diamantino assistimos à clássica advertência de que se trata duma obra de ficção, e que os parecidos com personagens reais são puro acaso. Mas é que estes parecidos são tão notáveis, que é difícil não ler o filme como uma sátira de determinada figura pública de Portugal. Continue reading

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Francesiada sardônica

Uma festa que se escapa das mãos por uma sangria adulterada: quem não esteve numa?

Ganhador da quinzena de realizadores de Cannes, prémio a melhor filme de Sitges 2018 e Melies de Ouro da Federação de Festivais de Cinema Fantástico: Climax será provavelmente o filme do ano, também para este site. Continue reading

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